Era o estranho conforto da solidão

Sabe, Joseph, minha meta quando criança -lá pelos meus 6 anos– era passar despercebida pela vida. A regra era clara, se ninguém sabe quem sou, ninguém sente minha falta. Fazia sentido. Mas eu cresci e sem perceber ou fazer questão disto, começaram a me notar, e quando dei por mim várias pessoas já sabiam meu nome e eu era emocionalmente importante para muitas delas. Isso arruinou meus planos, Joseph, veja que agora, caso eu deseje me despedir desta terra, tenho várias pessoas à quem dizer Adeus. E o mais terrível, Joseph, é que a despedida irá doer em mim também.

– Rejane Leopoldino

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