É impressionante como uma paixão pode começar e acabar em um período de 60 dias ou menos.

Ainda falando sobre as desilusões amorosas (e peço escusas ao leitor que já está ficando de saco cheio deste tema, mas a escritora desse blog continua passando por diversas ressignificações do que chamamos de “paixão”).

Não que seja esta a fórmula mágica para se gerar o floreio de uma paixão, nem que seja assim tão simples, nem que o mesmo vá valer para todos, mas a combinação ainda que sutil de boa aparência física com um intelecto estimulante, uma dosagem de bom humor e respeitável bom senso social e civil podem sim ser considerados os ingredientes (e requisitos) básicos para nos interessarmos por alguém, mas não preciso destrinchar o processo de se apaixonar, ou o que nos leva a isso. Meu questionamento é sobre como se livrar dos resquícios desse acontecimento quando a paixão não foi capaz de evoluir para nada além, quando ela acaba (ou quase).

Sinto muito, sua “paixonite” não foi para frente, e o que você faz? Procura pelas migalhas desse relacionamento não frutífero e sentimentos não correspondidos nas expectativas que você nutriu durante o tempo que passou com aquela pessoa? Você fantasia inúmeras possibilidades de um futuro aprazível ao lado dela? permite iludir a si mesmo dentro de uma bolha onde a sua imaginação fértil tem  uma voz mais ativa que o seu bom senso e respeito pela própria sanidade mental? Lê e relê as antigas conversas e mensagens trocadas? Ou ainda pior, stalkeia as redes sociais dessa pessoa em busca de migalhas da existência dela? Sim? Então meus pêsames, você é um ser humano como qualquer outro.

E antes que esse discurso pareça desmotivacional (juro que não é), vou deixar aqui registrado um segredo óbvio demais, mas que pouco se enxerga: sabe essa paixonite que não deu certo? esse sentimento triste de rejeição que também podemos associar à sobriedade? então, esse sentimento vai passar. Inclusive já está passando nesse exato momento, como um nuvem empurrada por uma brisa fraca, demora, mas ela sai da frente do sol.

Não fiquem tão pilhados e apressados em se livrar logo dessa sensação de paixão não correspondida, isso só gera ansiedade desnecessária e te faz criar péssimos hábitos como o de ficar stalkeando a vida alheia do seu ex companheiro através das redes sociais, não mente, você faz/fez isso que eu sei, inclusive, se Zygmunt Bauman soubesse disso, ele sentaria numa poltrona enquanto segura o seu livro “Amor Líquido”, olharia para você e balançaria negativamente a cabeça em total estado de negação e descontentamento com o seu comportamento.

Abrirei um parênteses enorme:

(O que eu mais vejo no meu círculo de amizades são pessoas que não conseguiram lidar bem com a rejeição e se tornaram não mais seguidores nas redes sociais, mas perseguidores das pessoas por quem se apaixonaram. Isso não é saudável. Todo mundo stalkeia um pouquinho a título de curiosidade [menos um ou outro ser humano que se livrou das redes sociais], o problema é quando você torna isso a única atividade que realiza o dia todo, isso vira uma obsessão, você fica obcecado e só prejudica suas chances de superar a rejeição).

Retomando o assunto: no título eu digo que “uma paixão pode começar e acabar num período de 60 dias ou menos”, deixarei registrado aqui que isso não é regra, às vezes dura muito mais, utilizo os “60 dias” apenas por empirismo, foi o quanto durou para mim.

Em suma, para superar essa paixão não correspondida, sugiro o egoísmo ponderado: pense na sua saúde mental, beba muita água, arruma a postura pois suas costas estão curvadas, faça atividade física e cure seu coração partido com endorfina.

– Rejane Leopoldino

 

 

 

 

 

2 comentários em “É impressionante como uma paixão pode começar e acabar em um período de 60 dias ou menos.”

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